quarta-feira, 25 de março de 2009

Operadora contrata hacker que causou prejuízo de US$ 20 milhões


Um hacker com 19 anos, que cumpriu pena por invadir mais de 1 milhão de computadores em todo o mundo e causar prejuízo de milhões de dólares, foi contratado por uma operadora de telecomunicações neozelandesa. Owen Thor Walker foi colocado em liberdade em meados do ano passado, quando tinha 18 anos, depois de admitir ter criado e enviado vírus e acessado a dados pessoais. Segundo o FBI, essas ações provocaram prejuízos de US$ 20 milhões.

Ele agia em parceria com uma rede internacional que teria invadido cerca de 1,3 milhões de computadores, principalmente para roubar dados bancários. O especialista em informática foi contratado pela TesltraClear, filial do grupo australiano de telecomunicações Telstra. "Ele dá conselhos sobre a maneira de reduzir os riscos e do que motiva os cibercriminosos", explicou Chris Mirams, diretor da TelstraClear. Na companhia, ele já realizou palestras e também participou de uma campanha de marketing. Seu salário não foi divulgado.
Akill
Walker, que usava na internet o pseudônimo "Akill", começou a cometer os delitos quando ainda estava no colégio. O jovem criou um vírus único encriptado indetectável pelos programas de antivírus, segundo a polícia. Esse código permitia acesso aos nomes de usuário e às senhas dos internautas, assim como aos números de cartões de crédito.Um hacker com 19 anos, que cumpriu pena por invadir mais de 1 milhão de computadores em todo o mundo e causar prejuízo de milhões de dólares, foi contratado por uma operadora de telecomunicações neozelandesa. Owen Thor Walker foi colocado em liberdade em meados do ano passado, quando tinha 18 anos, depois de admitir ter criado e enviado vírus e acessado a dados pessoais. Segundo o FBI, essas ações provocaram prejuízos de US$ 20 milhões.

Ele agia em parceria com uma rede internacional que teria invadido cerca de 1,3 milhões de computadores, principalmente para roubar dados bancários. O especialista em informática foi contratado pela TesltraClear, filial do grupo australiano de telecomunicações Telstra. "Ele dá conselhos sobre a maneira de reduzir os riscos e do que motiva os cibercriminosos", explicou Chris Mirams, diretor da TelstraClear. Na companhia, ele já realizou palestras e também participou de uma campanha de marketing. Seu salário não foi divulgado.
Akill
Walker, que usava na internet o pseudônimo "Akill", começou a cometer os delitos quando ainda estava no colégio. O jovem criou um vírus único encriptado indetectável pelos programas de antivírus, segundo a polícia. Esse código permitia acesso aos nomes de usuário e às senhas dos internautas, assim como aos números de cartões de crédito.A investigação começou depois que um ataque contra 50 mil computadores bloqueou o servidor da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, em 2006. Walker morava com os pais quando cometeu os delitos, mas estes acreditavam que o filho se dedicava a criar programas de maneira legal.

Depois de admitir culpa, Walker foi liberado pela Justiça da Nova Zelândia – para isso, ele teve de pagar uma multa referente ao que teria ganho da rede internacional com seu conhecimento em informática. Sua ficha não ficou suja.

Mãe
Shell Moxham-Whyte, a mãe do hacker, saiu em defesa de seu filho em entrevista ao jornal “New Zealand Herald”, no final de 2007. Ela disse que o jovem sofria de síndrome de Asperger, uma forma de autismo que torna difícil a interação social dos pacientes, que se destacam por conta de sua inteligência em determinadas áreas.
“Meu filho é um garoto muito inteligente, que adora computadores desde muito novo”, afirmou Shell ao jornal. Entrevistada na casa da família, em Whitianga, ela disse ainda “não fazer ideia” de que seu filho estava envolvido com crimes cibernéticos.
* Com AFP e AP
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